O show deste último domingo (30) na Pedreira Paulo Leminski nutriu almas e revelou a potência do divino feminino com a “Sacerdotisa” Alanis Morissette. A roqueira canadense subiu ao palco e como no arquétipo da carta de Tarot, mostrou-se como um símbolo poderoso de empoderamento.
Com abertura da talentosa Ana Cañas às 18 horas, a noite foi especial. O espetáculo conduzido por duas incríveis mulheres revelou a potência feminina no rock, com atitude e talento. Ana conduziu lindamente o palco e cantou sucessos de Belchior, Legião Urbana e Nando Reis.
Confira as fotos do show:
Alanis Morissette começou seu espetáculo poucos minutos passados das 19h30 com “Hand in My Pocket”. O sucesso de um dos álbuns mais emblemáticos do rock dos anos 1990 foi recebido com muita energia e vibração do público curitibano. As primeiras notas que saíram da sua gaita fizeram todos caírem na real: sim, era a potência Alanis no palco, bem ali a poucos metros.
Ela dançou, girou, balançou os cabelos e mostrou toda a potência de sua música com a sua voz e fez do último domingo uma das noites mais memoráveis da Pedreira Paulo Leminski dos últimos tempos. A força feminina estava lá e mostrou toda sua capacidade de energizar todos os seres que estavam presentes.
A energia explosiva tomou conta do show do início ao fim. Com atitude, talento e vocal de tirar o fôlego, Alanis conduziu o espetáculo e foi a estrela mais radiante da noite. Aliás, tudo no palco pareceu estar ali para fazê-la brilhar ainda mais. Os músicos, os instrumentos, tudo para ressaltar a força e delicadeza de uma artista única.
No telão principal do palco, imagens e mensagens que fizeram toda a atmosfera da noite. Recados reflexivos sobre empoderamento feminino, causas sociais, amor e espiritualidade se mesclaram com registros antigos da cantora durante toda a sua carreira: “Por que vocês têm medo do divino feminino?”, “Elas cuidam de todos com carinho”, “Vidas negras importam”, “Parem com as guerras”.
Setlist impecável
O show seguiu um setlist cheio de sucessos de seus quase 40 anos de carreira: “Hands Clean”, “Head Over Feet”, “You Learn”. Em parte do show, a cantora apresentou algumas músicas num estilo mais acústico. As guitarras foram trocadas por violões e Alanis cantou suas canções mais delicadas como “That I Would Be Good”, “Mary Jane” e “Perfect”.
Em “Ironic”, Alanis Morissette surpreendeu ao chamar ao palco um grupo de fãs curitibanos que a acompanharam no início da música. O show seguiu e as guitarras distorcidas voltaram com “Sympathetic Character”. Em “You Oughta Know”, o som dos autofalantes da Pedreira falharam um pouco antes do explosivo refrão. Mesmo assim, o público deu conta e acompanhou a cantora em coro uníssimo. A potência da voz de Alanis é tão poderosa que mesmo com a falha do som, foi possível ouvi-la cantando do palco. Ela e a banda continuaram e pouco antes do fim da música, os autofalantes voltaram a funcionar – para alívio do público.
Alanis encerrou o show e pouco tempo depois retornou para o bis. A apresentação histórica terminou com dois grandes hits incríveis: “Uninvited” e o hino poderoso “ThankU”, que foi acompanhada de mensagens poderosas no telão principal do palco de pessoas que superaram grandes batalhas na vida, como câncer de mama e perdas na família.
