Um serviço da Guarda Municipal (GM) passa despercebido da maioria dos moradores de Curitiba: interfones acoplados a postes que possuem câmeras de segurança. Foram instalados 17 aparelhos que permitem a comunicação direta entre a população e as centrais de videomonitoramento. Quase um ano se passou desde que a primeira caixa foi “inaugurada”, nos primeiros meses da gestão de Gustavo Fruet, e se alguém precisar da ajuda da GM não conseguirá, pois todos os equipamentos estão em manutenção.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, os interfones não tiveram o uso apropriado pela população. A Guarda Municipal não soube precisar o número de chamados, pois muita gente confunde os aparelhos com os botões instalados nos semáforos para a travessia de pedestres. Para tentar aproximar o cidadão do equipamento, a GM e a prefeitura devem divulgar uma campanha para falar da existência do serviço e ensinar às pessoas como usá-lo.
Os botões estão instalados em 14 pontos do Sítio Cercado e no Alto da Glória, nas proximidades da Igreja do Perpétuo Socorro e do Estádio Couto Pereira.
Pedro Serapio/Gazeta do Povo |
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Os totens instalados durante o governo Jaime Lerner não deram certo. |
Totens
Os aparelhos têm semelhanças com um modelo antigo, adotado por Jaime Lerner quando foi governador, entre 1995 e 2003. Os totens de Lerner possuíam um sistema que permitia a comunicação imediata entre a população e a polícia.
A experiência do Governo Estadual não teve êxito. Em 2011, o secretário de Segurança da gestão Lerner, Cândido Martins de Oliveira, disse em entrevista para a Gazeta do Povo que os totens eram “bandeiras da equipe de marketing do governo”, já que a polícia estava desestruturada e poucos dispositivos estavam espalhados pela cidade.