Tragédia familiar

Professora é morta a facadas pelo próprio filho no litoral

Um homem com esquizofrenia matou a própria mãe a facadas por volta das 20h de segunda-feira (11), em Matinhos. Jussara Rezende Araújo, 58 anos, era professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no campus Litoral e tentava medicar o filho quando foi ferida por pelo menos duas facadas.

Matheus Araújo Bertone, 29 anos, está preso após confessar ter matado a mãe alegando que cometeu o crime “para se defender”. Os dois moravam na Avenida Guarapuava, a poucas quadras do campus da UFPR Litoral.

O delegado responsável pela Operação Verão 2013/2014, Alcimar Garret, conta que a princípio Matheus estava em meio a uma crise quando aconteceu o crime. “Ele tem histórico de esquizofrenia e ficou quatro meses sem ir às sessões e sem tomar remédios”. Segundo Garret, pelas informações levantadas até o momento, apenas mãe e filho estavam em casa na hora em que aconteceu o crime.

Matheus está preso em uma sala isolada da Delegacia de Matinhos e aparentemente tranquilo, segundo o delegado. Após uma avaliação médica, o mais provável, conforme Garret, é que seja solicitada a transferência dele ao Complexo Médico Penal, para tratamento psiquiátrico.

Colegas

Ana Elisa Freitas, vice-coordenadora do curso de Licenciatura em Artes lamentou, em nota, a morte da professora. “Jussara foi pessoa que marcou nossa comunidade argumentativa acadêmica na UFPR Litoral pela postura ética, crítica, pública. Seu pensamento complexo contribuiu de forma única e insubstituível para a tecitura de novas leituras de realidade, não raro mal compreendidas, na abordagem dos fenômenos da vida social.”

Em uma breve passagem pelos fatos marcantes da carreira de Jussara, Ana destaca “a atuação [de Jussara] como repórter e jornalista no período 1973-89, quando entrevistou personalidades históricas e sociais, editou e colaborou na edição de revistas e jornais da chamada imprensa nanica”. O documento cita ainda “‘a militância política em partidos de oposição ao regime militar e a perseguição por lideranças expressivas da história política paranaense e brasileira.”

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