Mesmo sem a intenção de obter muitas novidades, foi realizada, na tarde de ontem, a reconstituição da morte do escritor e jornalista Wilson Bueno, 61 anos, assassinado a facadas em 31 de maio, no sobrado onde morava, na Rua Edmundo Alberto Mercer, no Bairro Tingüi.
Segundo o delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Silvan Rodney Pereira, mesmo com a confissão de Cleverson Petrecelli Schimitt, 19, a reconstituição era necessária para colocar todos os detalhes que ele citou em uma ordem cronológica.
“Relembramos a cena do crime de forma interpretada. Vimos em que momento ele pegou a faca e acertou a vítima e assim por diante”, contou o delegado. Além de policiais da DFR, participaram peritos do Instituto de Criminalística e papiloscopistas do Instituto de Identificação.
Aliocha Maurício |
---|
Cleverson não participou. |
Prejuízo
De acordo com a perita Jussara Joeckel, a análise foi prejudicada por conta do impedimento da participação de Cleverson. “Já sabíamos muita coisa sobre o crime, mas os detalhes principais seriam dados por ele. Mesmo assim, acredito que, em pouco tempo, o inquérito poderá ser finalizado.”
Os advogados de Cleverson, Matheus Almeida e Maurício Zampieri de Freitas, entraram com pedido judicial para que ele não participasse da reconstituição, por avaliar que a principal dúvida era se houve latrocínio (roubo seguido de morte) ou apenas o homicídio.
“Foram subtraídos do apartamento, dois celulares e uma máquina fotográfica. Nossa linha de defesa é que os objetos foram levados, porque o rapaz estava com medo de ser identificado e não chegou na casa com o objetivo de roubar”, argumentou Matheus.
Segundo ele, na próxima semana será pedida liberdade provisória para o garoto de programa, com base nos requisitos legais, já que o rapaz não tem antecedente criminal, tem residência fixa, trabalhava durante o dia e estudava à noite.