Um dia antes de descer para o litoral, onde passaria a virada de ano, Tiago Garais, 24 anos, foi executado. Ele bebia com amigos em uma distribuidora de bebidas na esquina das ruas Pedro Gusso com João Mariano Gorski, Vila Oswaldo Cruz I, CIC, quando o assassino chegou de bicicleta, por volta das 21h15 de quinta-feira.
Havia cerca de cinco pessoas no estabelecimento, que tem a parte externa elevada dois degraus do nível da rua. Dois garotos de bicicleta chegaram e um começou a atirar. Tiago correu para dentro da distribuidora, tentando se esconder no banheiro, mas o assassino o perseguiu até os fundos. Depois de executar o rapaz, juntou-se ao comparsa e ambos desceram a Rua Pedro Gusso calmamente.
Tiago ficou caído e seus amigos, assustados. O perito Carlos Henrique, da Polícia Científica, contou sete ferimentos no corpo da vítima. Foram dois no braço, dois no peito, um na perna e mais dois no rosto, na altura do queixo. Junto ao corpo, foram recolhidas cápsulas de projéteis de uma pistola calibre 380. Ninguém mais ficou ferido, apesar de alguns projéteis terem acertado a parede do estabelecimento.
Amigos
Marcos Maurício Santos, 40, era amigo de Tiago. Eles bebiam juntos pouco antes de o crime ser cometido. "Despedi-me dele e tinha andado uma quadra, quando ouvi os disparos", contou. De acordo com Marcos, Tiago morava há mais de cinco anos na Praça 10, da Vila Nossa Senhora da Luz, que fica do outro lado da Pedro Gusso. "Ele não tinha encrenca com ninguém", afirmou, comentando que Tiago e amigos tinham viagem marcada para o litoral ontem. O rapaz trabalhava com pintura de faixas e morava com a irmã.
A ocorrência foi atendida pelos soldados Eliel e Kaseki, do Projeto Povo Vila Verde (13.º Batalhão da Polícia Militar), e pelos investigadores Lima e Lopes, da Delegacia de Homicídios. Apesar das testemunhas, poucas informações foram conseguidas no local e espera-se que denúncias anônimas possam ajudar a polícia a desvendar o crime. Um dos garotos tinha uma camada do cabelo descolorida.