Curitiba virou “celeiro” de dinheiro e armas para bandidos de favelas do Rio de Janeiro, pois está cada vez mais comum a polícia prender cariocas envolvidos em roubos a lotéricas e outros assaltos.

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A prisão de um suspeito, em Santa Catarina, ligou arrombadores aos ladrões que furtaram armas, no ano passado, da casa de um juiz, em Curitiba. Uma delas foi usada no assassinato do delegado de Pontal do Paraná, no fim de agosto.

A polícia catarinense prendeu uma quadrilha carioca de arrombadores de residências e apartamentos, que era investigada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) e pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

André Luiz Mendonça, 41 anos, Felipe Dutra Lopes de Melo Gama, 23, Paulo Roberto da Silva, 43, e Sammy Gandelmann Bolsok, 30, foram detidos no aeroporto de Florianópolis (SC), após arrombar 20 apartamentos de um edifício comercial.

Juiz

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André, apontado como o líder do bando, já era conhecido da polícia paranaense. De acordo com o superintendente da DFR, Helcio Piassetta, ele participou do arrombamento da casa do juiz.

Uma das armas roubadas foi usada para matar o delegado José Antônio Zuba de Oliva e o funcionário público Adilson da Silva, no litoral. O duplo homicídio também foi praticado por bandidos cariocas, o que sugere uma possível ligação entre os assassinos e a quadrilha.

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Os arrombadores foram presos em 10 de outubro, ao serem flagrados com joias, dinheiro, perfumes, equipamentos eletrônicos e bebidas. Quem tiver informações sobre os presos deve ligar para a DFR pelo telefone (41) 3218-6100.