A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos determinou a instauração de sindicância administrativa para apurar as mortes de presos ocorridas entre sexta-feira (20) e domingo (22), na Penitenciária Estadual de Piraquara, unidades I e II, na Região Metropolitana de Curitiba.
A secretaria também comunicou oficialmente o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitando apoio nas investigações.
Três presos foram assassinados dentro de suas celas. Os autores foram identificados e autuados em flagrante pelo delegado Amadeu Trevisan, da delegacia de Piraquara.
De acordo com a polícia, as mortes decorreram de desentendimento entre facções rivais, possivelmente ligado a tráfico de drogas. Eberton Bales Bueno é apontado como responsável pelo homicídio de Adélsio P. Alves; Lucas F. da Costa, pela morte de Marco F. de Jesus, conhecido como “Turco Louco”; e Sidney de Souza, como o assassino de Luiz Carlos de Paula, o “Ômega”.
Na Penitenciária Central do Estado, o condenado Marcos Antônio Vieira, conhecido como “Tarin”, foi vítima de enforcamento na cela. A polícia investiga o caso e suspeita de suicídio.
O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) e a Secretaria Estadual da Segurança Pública estão adotando as medidas necessárias para reprimir os crimes e responsabilizar os envolvidos.
A sindicância administrativa foi determinada pela Resolução 130/2012, com base no artigo 306, inciso II, cc. art. 307, ambos da Lei Estadual nº 6.174. O Complexo Penal de Piraquara custodia mais de 5 mil presos.
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