A Petrobras teve um acréscimo de 3% no volume de vendas no mercado interno em 2006, sobre 2005. Segundo o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, os principais destaques foram a gasolina e a nafta, que cresceram respectivamente 7% e 5%, além do gás natural, que teve um aumento de 7% em suas vendas sobre 2005.

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"O gás natural ainda é mais competitivo diante de seus principais concorrentes, com o óleo combustível, por exemplo, mas isso deve passar por um ajuste em breve", disse Barbassa, salientando que esse aumento de vendas de gás tem ocorrido principalmente na área industrial e no setor automotivo.

Indagado por jornalistas se sua frase poderia ser interpretada como um possível sinal de que a Petrobras iria aceitar o repasse de um reajuste por parte da Bolívia, ele enfatizou que "uma coisa não tem nada a ver com a outra". "Serão ajustes internos da companhia. No caso da Bolívia, existem grupos de trabalho negociando", disse, confirmando afirmativamente ao ser novamente indagado por jornalistas se a Petrobras manteria sua posição de fazer valer os preços que estão no contrato. "Sim, esta é a nossa posição".

Segundo o diretor, o aumento nas vendas de gasolina decorreu principalmente da redução da mistura de álcool no combustível, inicialmente de 25% para 20% e depois para 23%. "Unido ao crescimento natural do mercado, tivemos esse acréscimo", justificou.

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Já no caso da nafta, Barbassa avaliou que os compradores petroquímicos viram nos preços internos mais vantagens do que nos internacionais. "A questão logística acabou pesando mais e compraram mais nafta no sistema Petrobras, que estava mais atrativo", disse, salientando que em 2005 as entregas ficaram comprometidas por problemas operacionais.

Já o volume de vendas internacionais da companhia cresceu em 31% principalmente devido ao incremento das operações da Petrobras offshore. O crescimento só não foi maior, informou a estatal, por redução das vendas na Venezuela, declínio da produção em Angola e fechamento dos principais campos no Golfo do México, após a passagem do furacão Rita e Katrina.

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Custo de produção

O custo de produção do barril de petróleo no País aumentou em 15% em 2006, informou a Petrobras. Segundo a estatal, o custo unitário do barril passou de US$ 5,73 em 2005 para US$ 6,59, sem participações governamentais. Considerando os custos com impostos, royalties e participações especiais, o gasto passou de US$ 14,73 para US$ 17,64, um aumento de 20%.

De acordo com o balanço da Petrobras, se descontados os efeitos da apreciação de 11% do real em 2006, o aumento do custo unitário foi menor: de 6%, sem participações governamentais. O principal reflexo sobre este custo foi o aumento dos valores de afretamento de sondas, vinculadas à valorização das cotações internacionais do petróleo, dos maiores gastos com manutenção corretivas e intervenções em poços.

Já com relação ao custo unitário internacional, a Petrobras informou que o aumento foi de 16% em relação a 2005, devido a um menor volume produzido e maiores gastos na Argentina com serviços de terceiros e compra de materiais para reformas em tubulações e equipamentos.