Um dos envolvidos é alto funcionário do Ministério da Saúde: Luiz Cláudio Gomes da Silva, que veio de Pernambuco a convite do ministro Humberto Costa para ocupar o cargo de coordenador de Recursos Logísticos. Gastão Wagner disse que o pedido de investigação foi feito duas vezes pelo próprio ministro Humberto Costa; uma no dia 18 de março de 2003 e outra, motivada por denúncia anônima, em 17 de setembro de 2003. ?A determinação do ministro Humberto Costa é de investigar e punir os responsáveis por qualquer tipo de fraude, alcance quem quer que seja, mas casos como estes não serão tolerados e os culpados serão demitidos e responderão a processos?, afirmou Gastão Wagner.
Os outros demitidos de cargos comissionados são Manoel Pereira Braga Neto, João Batista Landim e Salatiel Soares Neto. Outros três demitidos – Cíntia Vaz de Araújo, Ariane Alves Rodrigues da Silva e Marta Cristina Peres Barros – são de empresas terceirizadas ou contratados por meio de convênio com organismos internacionais. Dois outros servidores sem cargos comissionados, Mário Machado da Silva e Ricardo Alves de Mattos, estão sendo investigados em inquérito administrativo.
A Polícia Federal já prendeu 14 das 17 pessoas investigadas pela Operação Vampiro, sendo que 10 estão na carceragem da Superintendência, em Brasília, três em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Três são empresários e estão foragidos. A Polícia Federal está à procura de Lourenço Romeu Peixoto, que é sócio do Jornal de Brasília, e dos lobistas Marcos Jorge Chain e Jaisler Jabour de Alvarenga.
O Ministro interino da Saúde, Gastão Wagner de Souza informou que as irregularidades na importação de hemoderivados ? o Brasil não detém tecnologia necessária à produção, ocorrem dês 1990. O gasto com importação de fator 8 e fator 9, era 41 centavos de dólar a unidade. Essa valor vigorou aaté março de 2003, quando o ministro da saúde determinou a mudança no sistema de licitação para ?Pregão?, sendo realizado por leilão de oferta pelo menor preço. Com isto o valor foi reduzido para U$0,239 a unidade, uma economia de 42% logo no início da atual gestão e hoje está na faixa de U$0,16 a unidade. Computando o período de superfaturamento desde l990, o Ministério da Saúde teve um prejuízo de dois bilhões de reais os últimos 12 anos.
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