O ex-diretor do Banco do Brasil, Expedito Veloso, envolvido na tentativa de compra do dossiê Vedoin para comprometer candidatos tucanos, durante a campanha eleitoral, vai depor na CPI dos Sanguessugas somente na quarta-feira da próxima semana, dia 22. Hoje, a CPI deverá ter apenas uma reunião administrativa para votar requerimentos.

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Segundo informações do Senado, existem 206 requerimentos aguardando decisão da CPI, dos quais 113 convocam ou convidam pessoas para depor. Entre eles está o da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), que convoca o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para que esclareça as investigações que o Ministério Público e a própria Procuradoria Geral da República estão realizando sobre a atuação da máfia das ambulâncias (esquema de fraudes em licitações para a compra de ambulâncias com recursos do Orçamento da União).

A CPI das Sanguessugas deverá ainda votar requerimentos pedindo a quebra de sigilos fiscal, bancário ou telefônico de pessoas ou empresas que tenham seu envolvimento com a máfia das ambulâncias apontado pelas investigações.

De acordo com a programação da CPI, os depoimentos do caso Vedoin começarão na terça-feira da próxima semana, dia 21, quando deverão ser ouvidos o petista Valdebran Padilha da Silva (pela manhã), Jorge Lorenzetti, ex-integrante da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado e ex-policial, Gedimar Pereira Passos, (a partir das 15 horas). Expedito Veloso e o ex-integrante do Comitê de Campanha do presidente Lula, Osvaldo Bargas, vão depor na quarta, dia 22.

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