PT entra na Justiça contra Kassab por abuso de poder

Integrantes da executiva do PT Municipal vão entrar na Justiça contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, por crime de abuso de autoridade. A petição será entregue amanhã, na sede do Ministério Público, no centro da Capital. Ontem, o prefeito chamou de "vagabundo" e expulsou aos gritos o manifestante Kaiser Paiva Celestino da Silva da inauguração de um posto de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), em Pirituba, na zona oeste da cidade. Nesta terça-feira (6) o prefeito pediu desculpas "pelos excessos" e pelos "termos usados".

Caso o Ministério Público dê continuidade à representação do PT, o prefeito de São Paulo pode ser punido de três formas: multa, detenção de dez dias a seis meses ou ainda perda do cargo, se tornando inelegível por três anos. Considera-se abuso de autoridade o ato lesivo à honra de pessoa física quando praticado com abuso ou desvio de poder.

Para o vereador Paulo Fiorilo, presidente do PT Municipal e membro da bancada petista na Câmara de Vereadores de São Paulo, o prefeito mudou de comportamento nos últimos meses. Até o ano passado, Kassab literalmente fugia das críticas, como no episódio da inauguração da Rua Oscar Freire revitalizada, Zona Oeste, quando Kassab correu de cerca de vinte estudantes que protestavam pacificamente contra o aumento da passagem do transporte coletivo.

A partir do dia 25 de janeiro, aniversário da cidade, Kassab passou a enfrentar os manifestantes, diz Fiorilo. Na ocasião, ele e Serra enfrentaram e reagiram a críticas de um grupo de sem-teto. "Essa mudança pode ter orientação de marqueteiro, pode ser problema de saúde, algum remédio que está mudando o comportamento do prefeito, problema de família", ironiza o vereador.

Fiorilo diz que, além de não se portar bem frente a críticas, o prefeito "não se dá bem com uma série de coisas, como tragédias". O vereador cita o desabamento das obras do Metrô, em São Paulo, quando Kassab fez piada: "Tem aquele motel ao lado do buraco do acidente do metrô que, quando veio o estrondo, imagina a zoeira que foi! Todo mundo saindo dos quartos". Na visão do vereador do PT, "adotando uma postura de fuga ou de reação às críticas, o homem público tem responsabilidades das quais não pode fugir nunca.

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