A partir de janeiro, pesquisadores de todo o país começarão a receber recursos do Ministério da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para desenvolver estudos sobre aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Serão destinados R$ 5,8 milhões para as 28 pesquisas selecionadas.
"Lançamos uma chamada nacional de pesquisa e foram apresentados 110 projetos em todo o país. Desses, escolhemos os 28 melhores, que receberão de R$ 250 mil a R$ 500 mil cada", explicou a chefe da unidade de pesquisa e desenvolvimento tecnológico do Programa DST/Aids do Ministério da Saúde, Cristina Possas.
Ela destacou que as pesquisas terão duração de até 2 anos. "São projetos tanto na área de pesquisa clínica, quanto na área social, de vacinas e vários outros desenvolvimentos tecnológicos no campo de diagnóstico", disse.
Participaram da seleção instituições de ensino, pesquisa, organizações não-governamentais e serviços de saúde. Entre as selecionadas, estão pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Nós acreditamos que teremos avanços importantes na avaliação da terapia anti-retroviral, nos estudos sobre adesão dos pacientes a terapia e também sobre a transmissão vertical do HIV, que é a transmissão de mãe para filho", destacou Cristina.
O infectologista Carlos Roberto Alves, que é coordenador de um dos projetos selecionados, elogiou a chamada nacional de pesquisa do Ministério da Saúde e da Unesco e disse que é uma forma de "democratizar o acesso" a recursos para pesquisas.
"Isso resulta em um aumento do conhecimento sobre a Aids no Brasil e, portanto, pode surgir medidas para melhorar nossa atuação nessa área", ressaltou Carlos Roberto.
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