Sob elogios de integrantes da base e da oposição, o ex-senador do PT Aníbal Diniz (AC) teve seu nome aprovado nesta quarta-feira, 16, para ocupar uma das cadeiras de conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações. Diniz, contava com o apoio do atual ministro das Comunicações e ex-presidente do partido, Ricardo Berzoini, recebeu em votação secreta 55 votos a favor, um contra e ainda houve uma abstenção.

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Numa atitude inusual, Diniz acompanhou a votação em plenário, no espaço reservado aos senadores. Distribuiu cumprimentos e abraços.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que Diniz demonstrou “toda a capacidade” para ocupar o cargo. Ele destacou que, mesmo sendo tucano e ele sendo do PT, sempre teve uma “convivência fidalga” com o ex-senador. “Com alegria, proclamo meu voto sim”, disse.

O primeiro vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), destacou que nunca tinha visto uma sessão da Comissão de Infraestrutura como a de hoje de manhã em que praticamente todos os titulares e suplentes prestaram uma homenagem ao “senador”. O nome dele foi aprovado mais cedo pelo colegiado por 22 votos a favor, um contra e uma abstenção.

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“Acho que é uma indicação acertada e certamente vai fazer um grande trabalho”, avaliou Jorge Viana, irmão do governador do Acre, Tião Viana (PT), de quem Diniz herdou a cadeira de suplente na legislatura passada. Jorge foi um dos apoiadores dele.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que Diniz vai levar “sensibilidade social” para a agência reguladora. “(Espero que) com o ingresso de Vossa Excelência, nós possamos inaugurar na Anatel um novo tempo”, observou.

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Reportagem do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, publicada no mês passado apontou que a indicação para duas vagas na Anatel vinha gerando uma disputa de bastidores entre petistas e peemedebistas. Diniz foi uma das escolhas. O ex-senador, mesmo tendo elaborado projetos voltados para a banda larga durante seu mandato, não é considerado um técnico no setor, indo na contramão do que o próprio PT defendeu em indicações anteriores ao conselho da Anatel.

Desde março, o indicado para a Anatel está lotado na liderança do governo no Congresso Nacional.