O ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner (PT), senador eleito pela Bahia e um dos coordenadores da campanha do candidato à Presidência Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira, 10, que nomes de ministros de um governo petista podem ser anunciados antes da eleição.

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As pastas de Educação, Fazenda e Justiça podem ter divulgados “nomes que tranquilizem a população”, segundo Wagner. “Pode ser que ele anuncie um, dois, três nomes, na Educação, Fazenda, Justiça (…) Na Educação, pode ser que anuncie uma sumidade da Educação”, afirmou.

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Segundo Wagner, na Educação o anúncio teria a função de minimizar o impacto de notícias falsas. Na Justiça, afirmou, a divulgação teria a função de dar recados na área de segurança, uma das principais bandeiras do adversário Jair Bolsonaro (PSL). “O discurso sobre segurança pública tem que ser duro, senão a população não acredita em você”, disse.

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O ex-ministro disse ainda que o perfil da equipe econômica não seria encabeçada por alguém do mercado financeiro. O nome ideal, afirmou, “pode ser de alguém da indústria ou algum desenvolvimentista”, mas “seguramente não será alguém do mercado financeiro”, porque “esse perfil do mercado a gente já conhece”.

Wagner chamou Bolsonaro de “candidato fake, que vive de fake news”. Em outro momento, afirmou que o candidato do PSL é “valente fujão” e “valente de bravatas”. “Nenhum empresário com juízo vai botar dinheiro aqui com um governo dessa natureza, sem saber que regra está valendo. Talvez a gente vire um governo só do agronegócio. É a contramão do mundo”, afirmou Wagner. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.