Na segunda confusão da noite desta terça-feira, 31, o presidente da Câmara em exercício, Fábio Ramalho (PMDB-MG), bateu boca com o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). A discussão começou quando Aleluia, que é baiano, criticou o projeto que estava em votação e que propõe incluir cerca de 80 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

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Na prática, isso significa que os novos municípios também serão beneficiados com os recursos do órgão, tirando assim investimentos que poderiam ser destinados a Estados nordestinos. O projeto foi aprovado por 294 votos a favor e 41 contra.

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Mineiro, Ramalho segurou a sessão até depois das 23 horas para que o projeto fosse aprovado. Em troca do expediente até mais tarde, Fabinho, como é conhecido, prometeu aos deputados não abrir o painel de votações nesta quarta-feira, o que, na prática, libera os parlamentares a ir embora de Brasília e antecipar o feriado de Finados.

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Mais cedo, Fabinho já havia protagonizado uma cena inusitada quando ignorou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e impediu a realização de uma sessão do Congresso para que a votação do projeto da Sudene acontecesse ainda nesta terça. O deputado mineiro está no exercício da presidência da Câmara esta semana porque Rodrigo Maia (DEM-RJ) está em viagem no exterior.