Paralela à estrutura de fiscalização, os partidos estão sigilosamente organizando as brigadas para fazer ?boca de urna?. A atividade é proibida pela Justiça Eleitoral que, a exemplo de anos anteriores, ameaça implantar uma política de ?tolerância zero?, punindo com a prisão qualquer tentativa de induzir o voto do eleitor.
Para não ter problemas com a Justiça Eleitoral, as coordenações de campanha negam que estejam preparando o trabalho de ?boca de urna?. Entretanto, é nesse corpo a corpo de última hora que muitos candidatos estão apostando para fisgar o voto do eleitor que chega no local de votação ainda sem saber quais são seus candidatos. Nessa hora, um ?santinho? oferecido na esquina pode fazer a diferença.
Pesquisas internas dos partidos indicam que o índice de indefinidos chega a 60% na disputa proporcional. Numa eleição em que são seis os cargos em disputa (presidente-governador- deputado federal- deputado estadual e duas vagas ao Senado), há uma preocupação dos partidos em que o eleitor deixe em segundo plano a disputa para a Câmara Federal e Assembléia Legislativa e esteja mais concentrado na eleição para presidente e governador.
A Justiça Eleitoral promete rigor na fiscalização. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), duas pessoas trocando ?colinhas? no local de votação já configura boca de urna. A única manifestação permitida ao eleitor é votar vestindo uma camiseta ou um boné com os nomes e números de seus candidatos.