O secretário estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, defendeu hoje a inclusão dos vereadores não-alinhados ao governador Geraldo Alckmin no novo diretório municipal do PSDB na capital paulista.
Para o secretário, um dos nomes que pleiteiam disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB em 2012, não existe racha no partido e é importante dar espaço para que os parlamentares continuem no PSDB. “Eles serão contemplados para que formulem as suas posições dentro do partido, e não fora”, disse, após participar da cerimônia de abertura da 10ª Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços.
No domingo, o 1º vice-presidente do PSDB da capital paulista, Julio Semeghini, foi eleito presidente da Executiva Municipal do partido, mas sem o apoio da bancada dos vereadores tucanos, que pleiteia mais espaço no comando da sigla. Aníbal disse que é legítimo que os vereadores queiram seu espaço no diretório. “O PSDB na capital paulista é grande e os vereadores querem ter boa presença na direção e vão ter. Não tem nenhum problema”, ressaltou.
Aníbal concordou com a tese divulgada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), segundo a qual a oposição precisa se reinventar. O secretário ressaltou que o PSDB sempre teve bom diálogo com a classe média. “É importante alimentar essa conversa e não ter uma ilusão de que vamos competir com o mesmo grau de ligeireza dos nossos adversários no diálogo com a população de menor renda”.
Para o tucano, é preciso que se construa “um diálogo produtivo” com a classe média, mostrando o que o PSDB fez e como criou as condições estruturais para o crescimento do Brasil de hoje. Ele citou o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e os programas sociais para as famílias mais carentes. “O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva descobriu e ampliou isso”. O tucano acusou o governo federal de ser responsável pela elevação da inflação, causada, segundo ele, “pela gastança do governo anterior com propósito eleitoral”.