O empresário Joesley Batista, da JBS, está depondo na Polícia Federal em São Paulo nesta terça-feira, 27, no inquérito aberto para investigar suposto envolvimento do ex-procurador da República Marcello Miller na elaboração do contrato de colaboração premiada de executivos do Grupo J&F com a Procuradoria-Geral da República.

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Miller teria recebido R$ 700 mil do grupo entre fevereiro e março de 2017, quando ainda exercia as funções no Ministério Público Federal – ele deixou a carreira em abril de 2017. A informação sobre o depoimento de Joesley foi divulgada pela repórter Isabela Leite, da Globo News, e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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Joesley está preso desde setembro na Custódia da PF, por ordem do Supremo Tribunal Federal, sob acusação de violação do acordo de delação premiada que fechou com a Procuradoria-Geral da República no ano passado – ele teria omitido informações importantes em seus depoimentos.

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O empresário está sendo ouvido pelo delegado Malta Lopes, da PF de Brasília. O inquérito foi aberto por ordem da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, originalmente para investigar se havia citação a ministros da Corte.

Como não se apurou qualquer tipo de menção a magistrados do Supremo, o inquérito agora mira especificamente a participação do ex-procurador em um suposto esquema de colaboração à JBS. Ainda atuando como procurador da República, Marcello Miller teria ajudado na elaboração do contrato de deleção premiada dos executivos da J&F.

À Globo News, o advogado André Callegari, que defende Joesley, disse que o grupo não fez nenhum pagamento direto a Miller. O advogado informou que Joesley não sabia que Marcello Miller ainda estava funcionando como procurador quando prestou serviços para o grupo.