O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 9, que não vai se descolar da imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde 7 de abril.

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Em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul (RS), Haddad disse que “jamais vou deixar de defender que Lula foi condenado sem provas” e reconheceu que só chegou ao segundo turno “em função do projeto que Lula representa”.

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Sobre o papel que Lula teria em seu eventual governo, Haddad disse que ele foi o melhor presidente da História do País. “Nesta condição, acho que ele tem muito a contribuir pelo Brasil e pelo mundo”, afirmou. “O Brasil nunca foi tão feliz, nós queremos retomar um Brasil que deu certo.”

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Haddad também negou que Lula tenha dito para ele ser mais “Haddad” nesta segunda etapa da campanha. “O que Lula me disse ontem era para eu ir para a rua e ganhar esta eleição”, afirmou.

Debates

O candidato do PT cobrou a presença do concorrente dele, Jair Bolsonaro (PSL), em debates no segundo turno. “Como ele tem dado entrevistas, creio que ele tem condições de ir a debates”, afirmou, e cutucou o adversário. “Nunca fugi a um debate. Nem com gripe. Espero que ele compareça.”

A campanha de Bolsonaro informou que o candidato vai passar por consulta médica nesta quarta-feira, 10, para avaliar se há condições para participar dos programas.

As emissoras de TV planejam ao menos seis encontros, com o início da maratona prevista para esta quinta-feira, 11, na Band.

Haddad voltou a criticar o economista Paulo Guedes, da campanha de Bolsonaro, e afirmou que não vai nomear “banqueiro” para o Ministério da Fazenda. “Como posso nomear banqueiro se eu vou fazer a reforma bancária?”, afirmou o candidato.

No campo da economia, Haddad defendeu ainda a reforma tributária e as mudanças nos regimes próprios de Previdência de Estados envidados, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais.