Antonio Cruz/ABr
Presidente ainda não escolheu o substituto de Lupi.

A presidente Dilma Rousseff deve chamar “brevemente” o PDT para discutir o novo nome do partido que vai assumir o Ministério do Trabalho. A informação é do presidente da legenda, Carlos Lupi, que deixou a pasta depois de várias de denúncias envolvendo sua gestão.

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O pedetista retornou hoje ao Palácio do Planalto para participar da reunião do Conselho Político do Governo, que reuniu ministros, presidentes de partidos e líderes.

“Ela (Dilma) não nos chamou para essa discussão (definição do novo nome do Ministério do Trabalho), mas deverá chamar brevemente”, disse Lupi à imprensa, após a reunião. “Ela é quem define, não somos nós. Os nomes já estão ventilados.”

Segundo ele, estão cotados os deputados Vieira da Cunha (PDT-RS) e Brizola Neto (PDT-RJ), além do secretário-geral nacional do PDT, Manoel Dias. “Como presidente do partido, não tenho preferência. Qualquer companheiro é bom companheiro”, respondeu, ao ser questionado sobre quem seria a melhor escolha.

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“O ministério continua sendo gerido por pessoas do PDT, o PDT continua no Ministério do Trabalho”, enfatizou. O cargo está sendo ocupado interinamente por Paulo Roberto Pinto.

Lupi não quis comentar a situação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que, assim como ele, teve procedimento preliminar aberto para investigação, pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

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“Não avalio situação de ninguém, porque não julgo para não ser julgado. Cada um tem de ser avaliado com transparência e com legítimo direito de defesa”, disse.

Sobre a relação com Dilma, ele negou que a sua saída do governo tenha alterado a convivência dos dois. “(Ela) me cumprimentou muito bem. Somos amigos e continuamos amigos”, afirmou. Questionado se ainda ama a presidente Dilma Rousseff, o pedetista riu e disse, dirigindo-se aos repórteres: “E a todos vocês”.