Política industrial

A proposta da nova política industrial depende apenas de pequenos ajustes para então ser promulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A versão final do documento será apresentada ao presidente na reunião do Conselho de Política Econômica, marcada para a próxima semana em Brasília.

O ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Mário Jorge, adiantou que uma das premissas do novo projeto é proporcionar medidas de incentivo a investimentos e modernização em setores como o de plásticos, indústria naval, têxteis, construção civil, agroindústria, veículos automotivos, além das indústrias de equipamentos de defesa, hospitalares e medicamentos.

Como medidas complementares de apoio ao crescimento do setor industrial, o ministro citou também políticas específicas para a redução de impostos e financiamentos do BNDES para a compra de máquinas, além da fixação de metas para investimentos e geração de novos empregos de parte das empresas beneficiadas pelos programas de incentivo.

A discussão da nova política industrial brasileira se estendeu por décadas e, agora, o presidente Lula, cerca de um ano depois do início do segundo mandato, se apresta a torná-la pública, resgatando um compromisso histórico. Importantes setores da indústria de transformação, decerto, passarão a desfrutar do apoio científico, tecnológico e financeiro que sempre reclamaram do governo.

O Estado, diga-se de passagem, não deverá intervir no processo com uma ação perdulária e descomprometida com a realidade. A ele cabe direcionar, incentivar e respaldar ações voltadas para o desenvolvimento, mas jamais abrir mão de fiscalizar com rigor a aplicação do recurso público.

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