Parceria estuda implantação de aterro sanitário para seis cidades

A Sanepar, a Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste (Adeop), a Itaipu Binacional e os prefeitos de seis municípios daquela região pretendem construir um aterro sanitário único essas cidades. A proposta é criar um consórcio intermunicipal para a prestação de serviço de limpeza pública e gestão regional de resíduos sólidos. Os estudos serão realizados pela Sanepar e Itaipu Binacional. 

De acordo com a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete, a implantação do aterro, além de resolver os problemas do lixo dos municípios, também tem como princípio a aplicação de medidas ambientalmente corretas. Essa será a primeira experiência no Paraná na construção de aterros sanitários consorciados.

O consórcio prevê a participação de Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Missal, Itaipulândia e Santa Terezinha de Itaipu. De acordo com dados da Sanepar, apenas 36% dos aterros sanitários do Estado são operados adequadamente pelos municípios. ?Isso ocorre porque as administrações municipais encontram dificuldades de operar individualmente essas estruturas?, comenta Maria Arlete.

A criação de aterros consorciados prevê uma grande estrutura que atenderia ao Extremo Oeste, beneficiando todos os municípios dessa região. Para o secretário executivo da Adeop, Elsídio Cavalcante, a iniciativa é vantajosa para todas as cidades. ?A parceria vai viabilizar a solução para um dos problemas mais críticos dos municípios?, explica. 

A parceria prevê estudo em conjunto. A Sanepar vai preparar o projeto técnico de implantação dos aterros e a Itaipu se responsabilizará pelos estudos técnicos referentes ao projeto de MDL ? Mecanismo de Desenvolvimento Limpo  ?, para a obtenção de créditos por redução de emissões de gases do efeito estufa ? estabelecido pelo protocolo de Kyoto. Esse programa prevê o financiamento do Banco Mundial para iniciativas que reduzam a poluição ambiental no mundo.

O aterro consorciado permitirá, também, a utilização de todos os gases gerados na operação do aterro sanitário, que poderão ser transformados em energia elétrica. De acordo com Cícero Bley Júnior, da Itaipu Binacional, essa é uma iniciativa de vanguarda que traz benefícios para a população e para o meio ambiente. ?No Paraná, será a primeira experiência na implantação de aterros sanitários energéticos?, comenta Bley Júnior.  No Brasil só existem dois aterros sanitários que operam nesse modelo: em Salvador e em Duque de Caxias (Rio de Janeiro).

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna
Voltar ao topo