Atendendo a uma solicitação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Zoológico de Curitiba recebeu, como fiel depositário, três dos sete tigres retirados de um criadouro particular localizado em Maringá.

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Em Maringá, os animais não estavam em um local adequado às exigências legais. Entre as irregularidades encontradas pelo Ibama estavam a transferência de animais sem autorização, exposição não permitida dos animais, falta de segurança nas instalações e reprodução dos felinos sem autorização do órgão ambiental.

Além dos três felinos que seguiram para Curitiba, dois foram para Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná, e os outros dois para Sapucaia (RS).

Os animais chegaram a Curitiba após seis horas de viagem e foram acomodados em recintos com área de 70 metros quadrados compostos por solário, piscina e manejo. O local atende às condições necessárias estabelecidas pelo Ibama, sendo duas vezes maior do que o local onde estavam sendo criados anteriormente.

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Dois felinos (um macho e uma fêmea) ficarão em definitivo em Curitiba. O outro macho, mais velho dos três, ficará sob os cuidados do Zôo até que o Ibama defina um local para o seu habitat.

O zoológico cumpre todos os requisitos de segurança. “Temos cerca de segurança com a distância de 1metro e meio entre elas e a parte superior também fechada, já que os felinos têm o hábito de escalar”, explica bióloga responsável pelo Zôo Tereza Cristina Castelano,.

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O casal de tigres está em um espaço aberto para visitação e a equipe técnica avaliará durante o próximo final de semana o impacto que as visitas terão na adaptação dos animais. “Eles não estão acostumados com visitas. Se apresentarem grande agitação será necessário restringir as visitas neste recinto”, explica o veterinário Manoel Javouroski, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA).

O diretor do departamento de pesquisa e conservação de fauna da Secretaria, Alexander Biondo, lembra que o principal objetivo do zoológico é a conservação. “Temos como foco principal a educação ambiental. Recebemos em sua maioria, animais selvagens em risco, apreendidos, de comércio ilegal, atropelados ou que necessitem de cuidados médicos-veterinários, como estes tigres”, explica.

A transferência dos felinos teve a participação de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba, residentes de Medicina Veterinária do coletivo da Universidade Federal do Paraná, da Força Verde e do Ibama.