O turismo de lazer em Curitiba cresce a olhos vistos e é só observar as placas de carros estacionados no Jardim Botânico de Curitiba para verificar que de norte a sul do país e além dos limites do território nacional, há muitas pessoas interessadas em conhecer a capital paranaense.
A movimentação na cidade reforça a projeção de que só em dezembro viriam 350 mil turistas, segundo o Instituto Municipal de Turismo (IMT).
Mesmo com essa expectativa, no que envolve opções de transporte – Linha Turismo, vagas de estacionamento e oferta de táxis – a infraestrutura atual se mostra insuficiente.
Quem preferiu usar o próprio carro para conhecer o Jardim Botânico, que é quase uma parada obrigatória de nove a cada dez entrevistados, precisou de paciência até encontrar uma vaga ou teve que procurar por uma rua mais distante. A entrada do estacionamento formava filas e as vagas estavam completamente lotadas na tarde de ontem.
Gerson Klaina |
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Leonardo Silva: ônibus lotado. |
Aqueles que resolveram desfrutar da facilidade da Linha Turismo também tiveram seus percalços. Mesmo com ônibus extra, o que se pôde observar foram veículos abarrotados de passageiros e muitos turistas tendo que aguardar o próximo ônibus em função do excesso de pessoas.
No Parque Tanguá, no bairro Pilarzinho, a quantidade de pessoas que se aglomeravam a espera do ônibus da Linha Turismo chamava atenção. O empresário mineiro Leonardo de Araújo Silva, 33 anos, já estava desistindo de alguns pontos em função do tempo perdido pela falta de ônibus.
“Tive que deixar passar o ônibus que veio por estar lotado, mas o próximo está demorando. Estou com o tempo contado já que meu vôo é às 20h, acho que só dará para conhecer mais um lugar”.
Apesar da insatisfação com espera e a lotação da linha, ele elogiou três ponto visitados: Jardim Botânico, Ópera de Arame e Museu Oscar Niemeyer. “São três atrações top e o MON está em pé de igualdade aos melhores museus do país”, afirmou.
A pé por falta de táxi
O casal Damiane do Amarilho Narchtigal, 34 anos, e Renato Santana, 25 anos, que moram em Salvador (BA) estavam impressionados com a escassez de táxis na capital.
“Em ponto turístico não tem táxi”, questionou Damiane tamanha a indignação. Segundo eles, no MON eles padeceram por quase meia hora até conseguir um táxi ou um ponto. Diante dessa dificuldade, eles resolveram seguir a pé da Ópera de Arame até o Tanguá.
“Chegamos antes de passar um táxi”, contou Damiane. Como resultado dessa saga, o casal não teve forças para percorrer todo o Parque Tanguá. “Desistimos da Linha Turismo porque vimos o pessoal esperando, mas o serviço de táxi não funciona, só falta termo que voltar a pé para o hotel”, reclamou Santana.
Segundo o casal, em Salvador é completamente o oposto de Curitiba. “Sobram taxistas a ponto dos motoristas estarem toda hora ofertando corrida. Deveria ser assim em qualquer cidade com pontos turísticos”, comparou.
Jardim Botânico é “muy formoso”
Não foi raro encontrar pessoas maravilhadas com a cidade. A chilena Tamara Alejandra Munhoz Jofre, 31 anos, brincou que gostaria de comprar o Jardim Botânico. “Muy formoso”, acrescentou.
A mineira Laurita Cassimiro Alves não se deixou abater com a gripe e disse que valeu a pena o esforço. “Estou maravilhada com a cidade e encantada com as flores do Botânico. Se eu pudesse, moraria aqui”.
A carioca que re,side em Brasília (DF), Lívia Vannucci, 27 anos, disse que chegou a pesquisar preço de escola e imóvel na capital. “Dá vontade de ficar e os preços de alimentação, escola e moradia são muito em conta se comparados à Brasília”.
Gerson Klaina |
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Tamara com os amigos chilenos: “quero comprar o Jardim Botânico”. |
