A reunião realizada na tarde desta sexta-feira (06) na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre representantes dos trabalhadores do transporte coletivo de Curitiba, a ala patronal e representantes do poder público teve como conclusão o acordo de pagamento dos R$ 5,25 milhões necessários que os funcionários fossem pagos. No entanto, o dinheiro só estará disponível nas costas do trabalhadores na próxima segunda-feira (09).
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) confirmou que, se o salário não for depositado, uma paralisação de todo o sistema de transporte coletivo será inevitável.
Durante a rodada de discussões, os representantes dos trabalhadores esperam também avanços em relação a benefícios como o vale-alimentação e assistência médica, que não está sendo paga pelas empresas. Um novo encontro está marcado para o dia 12 e essas questões serão tratadas como prioridade. De acordo com o Sindimoc, as empresas devem R$ 2 milhões ao sistema de saúde e deixaram 12 mil trabalhadores sem assistência médica.
Dissídio
O Ministério Público do Trabalho (MPT) será palco, no próximo dia 19, da discussão sobre o dissídio de motoristas e cobradores. Os trabalhadores, que têm data-base em 1° de fevereiro, anunciaram o pedido de 17% de aumento no salário, além do reajuste do vale-alimentação.