Julgamento

Pai de Eduarda Shigematsu é condenado a 23 anos de prisão pela morte da filha

Fotografia em contra-plongée (ângulo de baixo para cima) da fachada em formato curvo de um prédio público. A estrutura é revestida por placas quadradas de mármore cinza-claro com textura marmorizada. No centro da fachada, gravada em letras caixa de tom metálico ou avermelhado, destaca-se a inscrição "TRIBUNAL DO JÚRI". Na parte inferior, encontra-se uma marquesa/cobertura de vidro sustentada por estrutura metálica sobre a porta de entrada. No reflexo do vidro da porta de acesso, veem-se a vegetação e o céu sob iluminação diurna.
Decisão será concluída nesta quinta-feira (17). Foto: Arquivo/Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo.

Ricardo Seidi Shigematsu foi condenado a 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão em regime fechado pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos. A decisão foi tomada pelo júri popular, que durou quase 24 horas e terminou nesta quinta-feira (17) no Fórum de Maringá. A avó paterna da menina, Terezinha de Jesus Guinaia, foi absolvida.

O julgamento ocorreu sete anos após a morte de Eduarda. O pai e a avó foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR); ele, por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, e ela, pelos dois últimos crimes. Ricardo confessou o assassinato, mas não informou a motivação. Ele está preso desde que o corpo foi encontrado.

Relembre o caso

Eduarda foi morta em 24 de abril de 2019, em Rolândia, próxima a Londrina. O corpo da criança foi encontrado quatro dias depois, em 28 de abril, enterrado nos fundos de uma casa de propriedade da família. Eduarda estava com os pés e as mãos amarrados, uma corda no pescoço e a cabeça envolvida em um saco preto e uma toalha. O laudo da Polícia Científica apontou esganadura como causa da morte.

O julgamento ocorreu após uma série de adiamentos ao longo dos anos e a transferência do caso para a comarca de Maringá.

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