Cuidados simples fazem toda a diferença em benefício ao meio ambiente. A atenção com o lixo doméstico já está bem disseminada entre a população, mas muita gente ainda insiste em não colaborar, dificultando, assim, o trabalho dos coletores e a reciclagem dos materiais. Um dos primeiros cuidados com o lixo doméstico é o acondicionamento, orienta a diretora do Departamento de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Gisele Ribas. “O lixo tem que ser colocado em saco plástico bem fechado de maneira que o vento não consiga levá-lo”, afirma.
Outro ponto importante é quando colocar o lixo para coleta. “É importante colocar somente no dia da coleta, porque os sacos podem romper e os resíduos podem ser carregados para os rios, ou danificar os materiais recicláveis”, explica Gisele. Para saber o dia em que a coleta será feita na região, basta entrar no site da prefeitura de Curitiba e digitar o nome da rua e o número; ou então entrar em contato pelo número 156.
A separação entre lixo orgânico e reciclável não pode ser esquecida. “Papel, plástico, vidros e metais têm que ser separados dos resíduos de cozinha, lixos sanitários. Sem esquecer que o rolinho do papel higiênico é reciclável”, diz Gisele. “É importante esvaziar bem as embalagens e, se possível desdobrar, para ocupar menos espaço”.
Os lixos tóxicos também devem ser descartados separadamente. São pilhas, baterias, toner de impressão, embalagens de inseticidas, tintas, remédios vencidos até 10 quilos, lâmpadas fluorescentes, óleos de origem animal e vegetal. “A coleta dos lixos tóxicos é feita nas ruas próximas aos terminais, uma vez por mês”, ressalta Gisele. Os óleos devem ser armazenados em garrafas pet de dois litros.
Materiais de construção são frequentemente deixados em calçadas ou jogados em terrenos baldios. A diretora do Departamento de Limpeza Pública orienta que, para quantidades até cinco carrinhos de mão, seja feita solicitação ao departamento, que vai ao local fazer a coleta. Acima disso, é necessário contratar serviços de empresas, que têm a obrigação de coletar e dar o destino adequado, depositando em áreas licenciadas ou reciclar o material.
Bons exemplos
Para a dona de casa Luiza Lopes Rezende, separar o lixo já é tarefa costumeira. “É uma coisa tão fácil de a gente fazer. Se todo mundo fizesse isso, não ficariam esses lixos jogados por aí”, comenta, apontando terreno próximo à sua casa. Ela conta que toma cuidado também com objetos cortantes. “Sempre embalo bem, para não machucar os coletores”, diz. O professor Henrique Leal dos Santos conta que ele a esposa fazem a separação do lixo doméstico há mais de 10 anos. “Temos um latão para o lixo orgânico e outro para o reciclável”, destaca. “Isso facilita para que não tenha contaminação e os materiais sejam reaproveitados. Muita gente não faz por preguiça”, comenta.
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