O senador pela Flórida Marco Rubio teve uma vitória fácil nas primárias republicanas em Porto Rico neste domingo. Os primeiros resultados da contagem mostram que ele teve cerca de 70% dos votos, o que pode dar a ele todos os 20 delegados dessa etapa da disputa pela indicação do partido para as eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ainda assim, republicanos flertam com a ideia de que a melhor alternativa para derrotar o atual líder da corrida, Donald Trump, é o senador pelo Texas Ted Cruz.

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“Essa primária em Porto Rico vai demonstrar que o voto hispânico é importante”, disse a chefe do Partido Republicano em Porto Rico, Jenniffer Gonzalez. “Os números são impressionantes”, disse sobre os resultados de Rubio.

Por outro lado, Trump e Cruz ainda superam significativamente Rubio na contagem de delegados, o que dificulta ainda mais o já estreito caminho do senador pela Flórida rumo à nomeação.

Por meses, líderes republicanos vinham afirmando que nem Trump nem Cruz seriam candidatos capazes de vencer uma candidatura democrata nas eleições de novembro. Mas o medo que a elite republicana tem de Trump pode ser ainda maior que o desdém direcionado a Cruz.

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Para o ex-candidato republicano em 2012, Mitt Romney, Cruz tem emergido como o principal nome “anti-Trump”. Senador pela Carolina do Sul, Lindsey Graham concorda. À rede de TV NBC, ele afirmou que Cruz “tem o melhor argumento até o momento de que ele pode ser uma alternativa a Trump”. Ele considerou que os outros republicanos na corrida, Rubio e o governador de Ohio John Kasich, “têm que decidir entre eles” se são mesmo uma alternativa realista a Trump.

Trump ainda lidera a corrida com 378 delegados, enquanto Cruz tem pelo menos 295. Rubio e Kasich estão bastante atrás na busca pelos 1,237 mil delegados que garantem a indicação republicana. Tanto Rubio como Kasich dependem de uma vitória em seus estados, a Florida e Ohio, no dia 15 de março, para justificar continuarem na disputa.

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Em Porto Rico, mais de 30 mil pessoas participaram das primárias. Os residentes da ilha, porém, não podem votar na eleição geral em novembro. O território dos Estados Unidos vive um longo período de estagnação econômica e eleitores nas ruas diziam que queriam um presidente que ajudasse a solucionar a crise. Fonte: Associated Press.