Militantes oposicionistas do grupo xiita Hezbollah e partidários da coalizão do governo libanês voltaram a envolver-se nesta segunda-feira (12) em violentos confrontos em Trípoli, no norte do país, depois de o Exército libanês ter reprimido no domingo(11) choques similares nos arredores de Beirute, nos quais pelo menos 11 pessoas morreram. Desde a última quarta-feira (07), quando começou a mais recente onda de violência no país, pelo menos 49 pessoas morreram nos conflitos, segundo contagens independentes, já que autoridades locais não dispõem de cifras referentes a vítimas nos confrontos.
Moradores de Trípoli disseram ter ouvido explosões na cidade, a segunda maior do país. Fontes na política disseram que as pessoas engajadas nos confrontos usaram metralhadores, morteiros e granadas propelidas por foguete. Episódios de violência haviam sido contidos no domingo, quando soldados libaneses foram posicionados entre simpatizantes e opositores do governo, mas na segunda os soldados saíram e a violência recomeçou.
Nas montanhas em torno da capital, a violência cessou domingo à noite depois de o líder druso Walid Jumblatt ter entrado em contato com seus opositores para mediar um cessar-fogo e entregar a região para o Exército libanês. Em Chouweifat, uma cidade nos arredores de Beirute, pelo menos 11 pessoas morreram antes de o cessar-fogo entrar em vigor, disseram paramédicos. Mais de 20 pessoas ficaram feridas, prosseguiram eles
A Press TV, controlada pelo Irã, informou sem entrar em detalhes que 17 combatentes de oposição morreram nos confrontos nas montanhas. O braço armado do Hezbollah (Partido de Deus) recusou-se a comentar o assunto.
A violência começou quando o governo pró-Ocidente do Líbano decidiu afastar o chefe de segurança do aeroporto de Beirute por supostos vínculos com o Hezbollah e declarar ilegal a rede militar de telecomunicações mantidas pelo grupo. O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, qualificou as decisões como uma declaração de guerra.
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