O número de mortos em um novo pico de violência na Síria chegou a 33, disseram ativistas pelos direitos humanos nesta quarta-feira. Segundo eles, entre os mortos há seis crianças e jovens e cinco desertores do Exército.
O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos afirmou em comunicado recebido na Nicósia que 28 civis foram mortos nesta terça-feira por disparos das forças de segurança, além de cinco desertores. O grupo sediado no Reino Unido havia citado 17 mortos na terça-feira, incluindo cinco meninos na província de Homs, no centro do país, e um garoto de 12 anos no leste.
Quase 4 mil pessoas já morreram na repressão militar que ocorre há oito meses no país. A ONU já confirmou mais de 3.500 mortes.
Nesta quarta-feira, a China criticou uma resolução aprovada na ONU condenando a repressão na Síria, afirmando que ela era “contraproducente”. A China se absteve na votação, que condenou as “continuadas violações graves e sistemáticas aos direitos humanos” na Síria. “Nós sempre acreditamos que o diálogo construtivo e a cooperação é a única forma de promover e proteger os direitos humanos”, afirmou um porta-voz da chancelaria chinesa.
No mês passado, a China e a Rússia vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU condenando a repressão do presidente Bashar Assad a manifestantes pacíficos.
O presidente da Turquia, Abdullah Gul, afirmou nesta quarta-feira que a Síria chegou a um “ponto de não retorno” na repressão a protestos. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.
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