O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu pela unidade das Forças Armadas e disse que os militares devem estar preparados para combater “traidores” que foram para a oposição e “provocaram derramamento de sangue em Caracas”. Os comentários de Maduro foram feitos na base aérea de Carlota, no leste de Caracas, o epicentro do levante desta semana organizado pelo líder opositor Juan Guaidó, que se autointitula presidente interino venezuelano.

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Apoiador por um pequeno contingente de forças de segurança, Guaidó pediu que os militares se voltassem contra Maduro na terça-feira, mas a polícia fez uma investida contra a oposição e contra manifestantes, que foram às ruas pedir pela saída do presidente chavista.

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De acordo com o Observatório Venezuelano de Conflito Social, um grupo de direitos humanos, ao menos quatro pessoas morreram nos protestos que ocorreram em solo venezuelano na terça e na quarta-feira. Duas pessoas foram baleadas na cidade de La Victoria e outras duas também foram atingidas por tiros e não resistiram em Caracas. Ativistas de direitos humanos disseram que pelo menos 230 pessoas ficaram feridas, enquanto 205 foram detidas durante os confrontos entre policiais e manifestantes. Fonte: Associated Press.