Um tribunal de apelação civil absolveu nesta quinta-feira nove médicos que haviam sido condenados por sua implicação nos protestos pró-democracia no Bahrein, e reduziu as penas de outros dez, informaram à Agência Efe ativistas de direitos humanos. O presidente da Associação da Juventude para os Direitos Humanos do Bahrein, Mohamad al Maskati, assinalou à Efe que o tribunal absolveu nove médicos e impôs penas de um mês a cinco anos a outros dez acusados.
Vinte e um médicos foram sentenciados em setembro por um tribunal militar a penas que variavam de cinco a 15 anos de prisão por sua participação nas manifestações, em um caso que depois foi levado à Justiça civil. Os outros dois médicos condenados pela via militar não compareceram nesta quinta-feira ao tribunal, que decidiu manter suas penas de 15 anos de prisão, explicou Maskati.
O ativista considerou que a decisão continua sendo “injusta” e pediu a libertação de todos os profissionais bareinitas envolvidos neste caso, já que “não cometeram nenhum delito”, apontou. Além disso, destacou que com essa nova sentença o regime de Bahrein tenta seguir pressionando os médicos a se absterem de participar dos protestos e tratar os feridos nas manifestações.
Durante o processo, os médicos foram acusados de ocupar um centro sanitário à força, possuir armas de fogo sem autorização, roubar equipamentos médicos e propagar falsas informações, entre outros delitos. Desde 14 de fevereiro de 2011, os manifestantes exigem reformas democráticas neste pequeno reino do Golfo Pérsico, de maioria xiita e que é governado por uma monarquia sunita. Segundo a oposição, mais de 90 pessoas morreram, enquanto cerva de mil foram detidas e mais de duas mil perderam seus postos de trabalho por participar dos protestos.
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