Os bombardeios do Exército sírio continuam desde o início da manhã desta terça-feira em diferentes pontos de Homs, segundo a oposição, apenas algumas horas depois de os observadores da ONU terem expressado sua preocupação pela escalada de violência nesta província central. Os opositores Comitês de Coordenação Local denunciaram que várias pessoas ficaram feridas nesta manhã pelo intenso bombardeio do regime contra a cidade de Al Quseir e seus arredores.
A Comissão Geral da Revolução Síria afirmou que a cidade de Homs, capital da província, e sua periferia também são alvo dos bombardeios, que causaram dezenas de feridos. Pelo terceiro dia consecutivo, o distrito de Yuret al Shayah, em Homs, é atacado pelas milícias pró-governo, que bombardeiam de forma indiscriminada casas de civis, acrescenta o grupo, assegurando ainda que os milicianos impedem a entrada e a saída das pessoas nesse bairro.
O grupo destaca que os cortes de eletricidade e de água são contínuos. Ontem à noite, a missão de supervisão da ONU na Síria expressou em comunicado sua preocupação pelo aumento da violência em Homs, uma das fortificações da oposição. A nota destaca que os observadores comprovaram que há combates intensos nos municípios de Al Rastan e Telbise, onde se emprega artilharia, morteiros, armas automáticas e helicópteros.
Em Telbise, a missão da ONU informa da captura de soldados do regime de Bashar al-Assad por membros do Exército Livre Sírio (ELS), integrado por desertores. Além disso, os observadores escutaram disparos de artilharia e armas automáticas no bairro de Jalidiya, em Homs.
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