Cinco novas línguas indígenas foram descobertas no México durante o último censo oficial da população.
As línguas q’eqchí, ki’che, cakchiquel, ixil e mochós surgiram no mapa de idiomas mexicano após o Censo da População realizado no ano 2000 e cujos resultados foram divulgados recentemente.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI), em 1970 havia 31 línguas indígenas, que aumentaram para 40 em 1980 e 92 em 1990, diminuindo para 81 em 1995, e voltando a aumentar em 2000, chegando a 85.
O antropólogo Leonardo Manrique disse que ainda há no México 21 línguas ameaçadas, devido a fatores como número de falantes, falta de mecanismos para a sua preservação e migração.
Soren Wchmann, da Leiden University & Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, assegura que a situação das línguas indígenas no México "é melhor que em outras partes da América" e em outras regiões do mundo, onde a tendência é o desaparecimento de várias línguas.
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