O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou ontem aos petistas sua preferência pela recondução do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) ao comando da Câmara. Lula qualificou Aldo como um ‘parceiro leal’, que em nenhum momento criou dificuldades para o governo. ‘Por que mudar?’, perguntou.
Diante de companheiros intrigados com a interrogação – uma vez que o PT defende a indicação de um candidato do partido para a disputa -, Lula pediu que tratem a sucessão na Câmara com muito cuidado. Disse que não é possível repetir o erro cometido em 2005, quando o PT perdeu o cargo para o então deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), que foi obrigado a renunciar ao mandato sete meses depois, sob acusação de cobrar ‘mensalinho’ de prestadores de serviço na Câmara.
Lula vai conversar com a bancada petista e o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), apontado pelos deputados, até agora, como o candidato do partido à sucessão de Aldo. Na reunião de ontem, ele também indicou sua simpatia pela continuidade de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado.
O cargo deve entrar na negociação com o PMDB para montagem do novo ministério. O partido de Renan tem atualmente o comando de 3 das 34 pastas e o PT está à frente de 15. "É claro que o PT quer ter o tamanho de sua presença na sociedade e, portanto, a presidência da Câmara.Tivemos uma vitória importante e o partido foi o mais votado", resumiu a deputada Maria do Rosário (RS), segunda vice-presidente do PT. Para o presidente interino, Marco Aurélio Garcia, discussão de espaço é coisa de ‘arquiteto’.