O juíz André Gustavo Cividanes Furlan, da 13ª Vara Cível de São Paulo, deu nesta segunda-feira, prazo de dez dias para que o empresário Marcos Valério apresente cópia do contrato firmado com o Banco BMG e comprovantes dos pagamentos que afirma ter feito.
Valério entrou na Justiça, na última sexta-feira, contra o Partido dos Trabalhadores (PT) para cobrar R$ 465 mil. Ele alega ter firmado contrato, no dia 17 de fevereiro de 2003, na qualidade de avalista do PT, com o Banco BMG para o empréstimo no valor de R$ 2,4 milhões. No dia 14 de julho de 2004, em função do não-pagamento de uma das parcelas do empréstimo pelo PT, Valério afirma ter sido obrigado a efetuar o pagamento de R$ 351 mil, que, segundo sua defesa, equivalem hoje aos R$ 465 mil cobrados.
Em nome de suas empresas, Valério apresentou, também na última sexta-feira, uma segunda notificação contra o PT, ainda sem despacho da Justiça. Nesta, ele cobra R$ 92 milhões que as suas empresas, SMP&B e Graffiti, e o sócio dele, Rogério Tolentino, teriam emprestado ao partido em diversas ocasiões no período de 21 de fevereiro de 2003 a 01 de outubro de 2004.
"Os recursos financeiros eram colocados à disposição do Notificado [PT] que por intermédio do então tesoureiro Delúbio Soares de Castro, indicava a destinação", diz trecho do documento.
Nas duas notificações, Marcos Valério pede que a Justiça desse prazo de cinco dias para que o Partido dos Trabalhadores pagasse a quantia pedida ou manifestasse razões pelas quais não iria proceder o pagamento.
