Investigados pela CPMI dos Sanguessugas tentam bloquear investigações

Um grupo de parlamentares investigados pela CPI dos Sanguessugas protocolou nesta segunda-feira (21) quatro mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo dos pedidos não foi divulgado pelo STF já que eles tramitam em segredo de Justiça. Boa parte dos recursos, segundo uma fonte consultada pelo Estado, pretende bloquear as investigações.

De acordo com informações do tribunal, os deputados que recorrem são: César Bandeira (PFL-MA), Heleno Silva (PL-SE), João Batista (PP-SP), João Mendes de Jesus (PSB-RJ), José Divino (sem partido-RJ), Jorge Pinheiro (PL-DF), Marcelino Fraga (PMDB-ES), Marcos Abramo (PP-SP), Marcos de Jesus (PFL-PE), Paulo Gouvêa (PL-RS) e Vieira Reis (PRB-RJ).

Os pedidos deverão ser analisados pelos ministros que foram sorteados relatores. A expectativa é de que as decisões sejam tomadas até amanhã, quando o Conselho de Ética deverá se reunir para instaurar processos disciplinares contra parlamentares suspeitos de envolvimento com o esquema. Os relatores das ações são os ministros Cezar Peluso, Eros Grau, Carlos Ayres Britto e Celso de Mello.

Em uma decisão tomada nesta segunda-feira (21), ministro Carlos Ayres Britto, do STF rejeitou um pedido de liminar feito pela defesa do deputado Marcelino Fraga para que fosse determinado o trancamento de um inquérito aberto no Supremo para investigá-lo. Eles alegaram no pedido que em decorrência da decisão o parlamentar sofre "coação ilegal em sua liberdade de locomoção". Os advogados também disseram que não existiam elementos suficientes para instaurar uma investigação.

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