Depois do impasse comercial com a China, que rejeitou carregamentos de soja brasileira, o governo decidiu, nesta semana, ampliar o trabalho de fiscalização da qualidade da soja em terminais graneleiros, propriedades rurais, portos, armazéns e silos públicos e privados. Por meio das barreiras móveis de controle em parceria com os Estados, também será ampliada a fiscalização do trânsito de caminhões
De acordo com assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura, o objetivo é evitar a comercialização de carregamentos de soja misturados a sementes tratadas com fungicidas. “É uma ação voltada principalmente ao mercado interno. Vamos lacrar as dependências onde nossos fiscais encontrarem essas sementes misturadas aos grãos de soja”, alertou o secretário de Apoio Rural e Cooperativismo, Manoel Valdemiro da Rocha. “Também suspenderemos a comercialização desse produto, aqui e lá fora”.
Tão logo começaram os problemas de devolução de navios carregados com soja brasileira pela China, o ministro Roberto Rodrigues determinou aos delegados federais da Agricultura e do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Goiás, Distrito Federal e Tocantins o aumento do rigor nas fiscalizações. O ministério enviou ainda uma força-tarefa com 21 fiscais federais para reforçar as inspeções no porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, principal foco das reclamações chinesas.
De acordo com ele, as inspeções resultaram na interdição no último dia 28 de maio, de dois armazéns do complexo Termasa-Tergrasa, no porto de Rio Grande, com aproximadamente 400 mil toneladas de soja estocada.
No Paraná, sete equipes formadas por 16 fiscais federais agropecuários começaram hoje a percorrer o interior do Paraná para fiscalizar silos e armazéns. Em função de uma parceria com a Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), a delegacia federal no Estado já rejeitou, na entrada do porto de Paranaguá, 30 caminhões carregados com soja misturada a sementes tratadas com fungicidas desde o último dia 3 de junho. As cargas foram devolvidas à origem.
Amanhã, o delegado Valmir Kowalewski de Souza amplia a fiscalização aos silos de empresas e cooperativas em Cascavel e Toledo, na região oeste do Paraná. “Vamos usar as informações apuradas nos caminhões em Paranaguá para lacrar os silos e armazéns que fizeram a mistura de grãos com sementes tratadas”, conta Souza.
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