O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, evitou explicar o porquê de o superávit primário do governo central em outubro ter sido tão superior ao verificado em igual mês de 2006. No mês passado, o governo central – Tesouro, Previdência e Banco Central – registrou superávit de R$ 10,011 bilhões, ante R$ 6 850 bilhões em outubro de 2006. Augustin preferiu dizer que o comportamento fiscal varia mensalmente e que o importante é que o acumulado do ano está dentro do programado pelo governo.
Nos dez primeiros meses do ano, o superávit primário somou R$ 61 658 bilhões ante R$ 55,019 bilhões em igual intervalo do ano anterior. O resultado acumulado já supera a meta deste ano, de R$ 53 bilhões. Augustin destacou que, em proporção do PIB, o superávit primário acumulado no ano está apenas 0,07 ponto porcentual acima do verificado em igual intervalo do ano passado. "Não há variação relevante em relação ao programado", disse.
O secretário afirmou ainda que o governo tem conseguido manter a consistência fiscal e ao mesmo tempo ampliar os investimentos necessários para o País sustentar o crescimento. Ele destacou que os investimentos estão crescendo 28% neste ano. Em relação ao baixo nível de execução dos gastos previstos para o Projeto Piloto de Investimento (PPI), R$ 3,2 bilhões no acumulado de janeiro a outubro, para uma previsão de R$ 11,3 bilhões para o ano, Augustin afirmou que o importante é analisar os dados de empenho, que é a fase inicial do investimento público. Mas ele não apresentou esses dados. Segundo ele, até o fim do ano o governo terá empenhado praticamente todo o montante previsto.
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