Brasília – O Banco Central manteve em ?zero? a expectativa para reajuste da gasolina e gás de cozinha este ano e reduziu de 3,9% para 3,4% a estimativa para a alta nas tarifas de telefonia fixa e de 3,3% para 2,2% a previsão para o reajuste dos preços das tarifas de energia elétrica.
As previsões fazem parte da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada e divulgada ontem pelo BC. No documento, o Copom reduziu a projeção para o reajuste do conjunto dos preços administrados, de 4,5% para 4,2% em 2007. Em 2008, a estimativa de reajuste para os preços administrados caiu de 5,6% para 5,2%.
O cenário da ata do Copom considera também o cumprimento da meta de superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida) de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) tanto em 2007 quanto em 2008, mas levando em conta a possibilidade de ela ser reduzida em 0,45 ponto percentual em virtude do Programa Piloto de Investimentos (PPI).
Reflexos dos EUA
O Banco Central destacou que não se pode descartar a possibilidade de desaceleração mais forte da economia dos Estados Unidos do que o esperado. Pelo texto da ata do Copom, os potenciais desdobramentos de uma desaceleração mais forte da atividade econômica dos Estados Unidos sobre a economia global também não podem ser desconsiderados.
?Por outro lado, a economia e os preços de ativos brasileiros têm mostrado notável resistência frente às oscilações de sentimento nos mercados financeiros internacionais, graças à melhora de fundamentos observada nos últimos anos, e ao comportamento bastante benigno dos preços das exportações?, diz.
Além da resistência às oscilações de sentimento nos mercados internacionais, o documento divulgado pelo BC destaca que a economia brasileira ?encontra-se em um ciclo de crescimento com estabilidade de preços?. Por esses motivos, o Copom manteve a avaliação de que o cenário internacional permanece favorável.