O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, usou um congresso em Frankfurt, na Alemanha, para explicar as últimas decisões de política monetária da instituição e garantir que a expansão econômica na região se mantém sólida, sustentada pela demanda doméstica.

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“A recuperação econômica continua, mas as pressões inflacionárias permanecem moderadas. Portanto, ainda que tenhamos confiança na recuperação, precisamos de uma abordagem paciente e persistente na política monetária para garantir que uma estabilidade de preços a médio prazo seja atingida”, afirmou o italiano.

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Segundo Draghi, a política monetária tem desempenhado papel fundamental no apoio ao consumo na zona do euro. “O consumo está sendo sustentado por um ciclo virtuoso entre salários e emprego em alta. O emprego na zona do euro atingiu o nível mais alto da história, enquanto o desemprego caiu ao número mais baixo desde janeiro de 2009”, explicou.

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Ainda assim, o consumo doméstico ainda não refletiu na inflação, que insiste em se manter longe da meta de 2% do BCE. De acordo com Draghi, ainda não chegou o momento em que a alta de preços consiga se sustentar sem a política monetária acomodatícia, sugerindo que o QE ainda deve continuar por um considerável período de tempo.

No dia 26 de outubro, o BCE anunciou a redução das compras mensais de ativos de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), dos atuais 60 bilhões de euros para 30 bilhões de euros, a partir de janeiro. A princípio, a medida deve vigorar até, pelo menos, setembro do ano que vem, mas Draghi voltou a reforçar que o QE pode ser prorrogado para além do terceiro trimestre, se houver necessidade. (Flavia Alemi – flavia.alemi@estadao.com)