Dólar pára de cair, mas fica abaixo de R$ 2,90

O dólar interrompeu a sequência de sete baixas e fechou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, cotado a R$ 2,889. O dia foi apático no mercado de câmbio. O noticiário político continuou sendo monitorado de perto. Ontem o senador Magno Malta (PL-ES) fez o requerimento para instalação da CPI dos bingos.

Na tentativa de esvaziar a CPI, a base aliada decidiu que os líderes governistas não vão indicar os representantes de seus partidos.

O risco brasileiro operava em alta de 0,92%, aos 545 pontos, na hora do fechamento da moeda americana. Mas os principais títulos da dívida externa do país adotavam rumos distintos. Enquanto o C-Bond recuava 0,25%, o Global 40 tinha alta de 0,46%.

Com o dólar abaixo do patamar de R$ 2,90, os exportadores já começam a cobrar uma intervenção do Banco Central no mercado para evitar uma queda exagerada. O dólar baixo tende a reduzir os lucros do setor.

No início de fevereiro, o BC parou de promover leilões para a compra de divisas, após a moeda superar os R$ 2,90. As operações eram feitas desde o dia 8 de janeiro com o objetivo de reforçar as reservas cambiais.

“Estamos confiantes de que o BC vai voltar a realizar leilões para evitar um dólar perto de R$ 2,85. Com o mercado interno fraco, a saída ainda é exportar”, disse o diretor da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

O recuo do dólar nos últimos dias refletiu uma correção dos preços, após a alta no mês passado, quando eclodiu o caso Waldomiro Diniz.

Para o gerente da corretora Moeda, José Carlos Benites, o BC deverá esperar mais um pouco para voltar a intervir no câmbio.

“O risco de uma CPI não está totalmente eliminado. O volume de negócios ainda está abaixo do normal”, disse Benites.

Bovespa

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou com baixa de 0,70%, aos 22.392 pontos, com volume de R$ 1,347 bilhão. O desempenho foi prejudicado pela queda de 1,2% do IEE (Índice de Energia Elétrica). A ação ON da Tractebel, a maior empresa privada do setor elétrico brasileiro, liderou as perdas com desvalorização de 4,9%.

Ontem o Senado aprovou, em votação simbólica, a MP (medida provisória) 144 que, juntamente com a MP 145, cria o novo modelo do setor elétrico. As alterações nas MPs desagradaram as empresas do setor e foram criticadas pelo presidente da CBIEE (Câmara Brasileira de Investidores em Energia Elétrica), Claudio Sales.

Já as ações preferenciais da AmBev seguiram em queda, um dia após o anúncio oficial da aliança com a belga Interbrew que cria a maior cervejaria do mundo. Os papéis recuaram 3,54%. A avaliação é a de que os donos de ações PN vão ter suas participações diluídas com a emissão de novos papéis prevista no negócio. Ou seja, com mais ações da empresa em circulação, diminuirá a participação proporcional dos atuais acionistas.

Apesar da queda de ontem, o Ibovespa ainda acumula leve ganho de 0,7% no ano e de 2,9% no mês.

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