O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, afirmou que o déficit de transações correntes de abril, de US$ 8,318 bilhões, ficou acima do estimado pela autoridade monetária no mês passado, cuja previsão era de US$ 6,4 bilhões. “O déficit de abril é maior do que havíamos previsto e é o maior déficit para abril da série histórica. Para maio, a nossa previsão é de um déficit de US$ 5,2 bilhões”, disse Maciel.

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Segundo ele, o comportamento de abril foi semelhante ao de meses anteriores e reflete uma atividade econômica mais dinâmica no País. “Estamos em um momento em que se observa maior demanda por bens e serviços externos. Isso corresponde a uma migração de poupança externa, o que é benigno. Isso reflete no investimento”, acrescentou.

Para Maciel, o o Investimento Estrangeiro Direto (IED) registrado em abril, de US$ 5,720 bilhões, também foi superior ao esperado pela autoridade monetária, que estimou US$ 4,2 bilhões no mês passado. “O IED de abril também foi o melhor para o mês na série histórica e também veio acima do que havíamos previsto. A nossa previsão de IED para maio é de US$ 2,8 bilhões, com uma parcial de US$ 1,5 bilhão até dia 20 deste mês”, adiantou.

Déficit

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A balança comercial, a conta de serviços e as remessas de lucros e dividendos, segundo Maciel, foram os responsáveis pelo crescimento do déficit em conta corrente brasileiro de janeiro a abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2012. No acumulado do ano até abril, o saldo negativo está em US$ 33,176 bilhões, ante US$ 17,429 bilhões no primeiro quadrimestre de 2012. “Esses três fatores respondem por US$ 15,1 bilhões da diferença de US$ 16 bilhões entre os dois períodos”, destacou.