Casa própria com juro baixo no consórcio

Com o aquecimento do mercado imobiliário, o consórcio é uma alternativa para quem está à procura de um imóvel e não tem condições de pagar à vista. No ano passado, a modalidade de compra, que dispensa o pagamento de juros bancários, registrou um desempenho histórico, com recordes de participantes, contemplações e crédito contratado.

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), 470 mil brasileiros estão adquirindo um imóvel por meio do consórcio. Este número é 20% superior ao registrado em 2006. Como conseqüência, a participação do consórcio no Sistema Financeiro da Habitação saltou de 14%, em 1998, para 21% no ano passado.

A vantagem do consórcio em relação ao financiamento é o preço final do imóvel, que acaba sendo menor, uma vez que não existe a cobrança de juros, hoje na ordem de 12% ao ano.

O consórcio funciona como uma espécie de poupança coletiva que contempla, a cada mês, um determinado número de participantes do grupo. ?É a solução mais indicada para o consumidor que deseja guardar dinheiro para a compra da casa própria, mas não se disciplina a poupar espontaneamente todos os meses?, explica Adriana Macedo Perin, diretora da administradora curitibana Gulin Consórcios.

No lugar dos juros bancários, as administradoras cobram taxa de administração. Mesmo com os juros em queda, o consórcio ainda é mais vantajoso. ?A nossa estimativa é que a opção pelo consórcio de imóveis represente uma economia de mais de 55% frente ao financiamento de médio e longo prazo?, aponta Adriane.

O custo do financiamento de R$ 50 mil em um banco privado chega a R$ 93 mil, no prazo de 120 meses. No consórcio, o mesmo crédito, dividido em 120 prestações, custa cerca de R$ 60 mil ao consorciado.

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