O Bradesco reduziu a projeção para o crescimento econômico deste ano. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 passou de alta de 1,5% para 1,1%. Se a projeção for confirmada, ficará sutilmente maior que o avanço de 1,0% registrado em 2017. O banco também alterou as expectativas para o PIB do segundo e do terceiro trimestres, de queda de 0,3% para variação zero, e de elevação de 0,6% para 0,3%, respectivamente. Para 2019, a projeção de expansão é de 2,5% do PIB.

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O anúncio do Bradesco abre uma nova rodada de revisões das instituições financeiras. Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central sobre as expectativas, o PIB deve ter avanço de 1,5%. Novo levantamento será divulgado na próxima segunda-feira.

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Em nota, o Bradesco avalia que os indicadores e a produção industrial de junho mostraram devolução dos resultados negativos de maio, provocados pelos problemas de abastecimento em decorrência da greve dos caminhoneiros, retornando aos patamares próximos aos observados antes da paralisação. Apesar disso, pondera que os efeitos indiretos da greve sobre a confiança dos agentes têm se materializado, juntamente com uma piora nos índices de condições financeiras, notadamente câmbio, juros e risco país.

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Segundo o banco, os indicadores de confiança não se recuperaram para os níveis anteriores à greve – refletindo principalmente a piora das expectativas futuras dos empresários. Isso, conforme a instituição, pode comprometer o investimento e o consumo ao longo do segundo semestre. “No mesmo sentido, os dados de emprego seguem sem apresentar melhora nos últimos meses. Por esses motivos, a transição do segundo para o terceiro trimestre nos parece ser mais moderada do que esperávamos para a atividade econômica”, analisa.

Inflação

O Bradesco explica que, apesar de ter mantido a estimativa de 4,10% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018, reconhece que a recente apreciação cambial ajudou a reduzir o risco de inflação no curto prazo. Segundo o banco, houve mudanças nas duas direções – de melhora e piora – dos índices inflacionários no último mês. Para 2019, a projeção é de 4,25% para o IPCA.

Na avaliação do Bradesco, os riscos de aumento dos preços do frete, da piora do cenário de chuvas e da pressão por repasse de custos vinda do atacado são fatores de alta para o IPCA. A instituição ressalta que o tamanho do impacto da nova tabela de fretes, que ainda não está definida, sobre a inflação é incerto.