O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, manifestou nesta sexta-feira preocupação com a possibilidade de que o desfecho das tensões comerciais entre Estados Unidos e China seja um acordo entre os dois países que possa colocar os demais parceiros comerciais, inclusive o Brasil, em desvantagem nas transações com os dois maiores mercados do mundo.

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Após participar de reunião com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Aloysio destacou que a guerra tarifária entre Estados Unidos e China pode até abrir alguns mercados – na medida que o Brasil poderá se apresentar como fornecedor substituto em alguns produtos -, mas seus efeitos no médio prazo são negativos por provocar redução no ritmo de crescimento da economia global.

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“As implicações são muito ruins para o mundo, especialmente a um país em desenvolvimento como o nosso, que precisa ter acesso a mercados, que precisa ter maior intercâmbio comercial e de investimentos. Precisamos de regras estáveis, que não dependam do humor deste ou daquele governante”, comentou o chanceler.

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“Podemos ganhar alguns mercados no curto prazo. Mas, de repente, há um acordo entre Estados Unidos e China, eles fazem a paz, e essa paz pode ser feita em detrimento dos ganhos que possamos ter”, acrescentou o ministro.

Após os comentários feitos por Aloysio, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, declarou que o ambiente de negócios piorou no cenário internacional, o que prejudica as negociações de acordos comerciais. “O ambiente de negócios não é propício para se estabelecer relações de longo prazo”, disse.