Com a decisão do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), de encerrar
as negociações em torno do reajuste dos subsídios dos congressistas, os
deputados passaram a reivindicar a equiparação de benefícios entre deputados e
senadores. Os senadores reagiram às críticas de deputados de que é preciso
diminuir as "regalias" na Casa.
De acordo com o líder do PMDB no Senado,
Ney Suassuna (PB), a questão não passa de "querela miúda" (discussão sem
importância). "Acho que isso é uma querela miúda, uma querela pequena e não
devia ser levado adiante, porque eles têm algumas coisas que nós não temos, e
nós temos algumas coisas que eles não têm", disse.
O líder tucano Arthur
Virgílio (AM) discorda de que os benefícios dos senadores sejam tão maiores
assim. Ele disse que está disposto a abrir mão do carro oficial, se for o caso.
"É preciso dar exemplos. Não que isso vá pesar muito nas contas brasileiras, mas
você vive de exemplos, de gestos, de posições. Se tiver de tirar os carros, eu
sou a favor de tirar os nossos. O que não tem cabimento é nós estendermos (os
benefícios de senadores) para 513 deputados", afirmou.
Entre as
diferenças de benefícios de deputados e senadores, estão o direito a carro
oficial com motorista, conta de celular sem limite de gastos, maiores recursos
para contratação de assessores, além dos gabinetes, que no Senado, são
fisicamente maiores que o da Câmara.