Cirino é o campeão da Fórmula Truck

Brasília – Poucos acreditariam que um piloto que sofre nove fraturas na perna e fica 104 dias longe das pistas pudesse se recuperar nas últimas duas provas do campeonato e ainda conquistar o título. Isso aconteceu neste domingo, na última etapa da Fórmula Truck. Em Brasília, Wellington Cirino, da Mercedes, cruzou a linha de chegada em terceiro lugar e tornou-se o primeiro tricampeão da categoria ? havia vencido em 2001 e 2003.

Cirino terminou a competição com 100 pontos, na frente de Roberval Andrade (Scania), que teve 91, e Djalma Fogaça (Ford), com 61. Na prova deste domingo, Roberval saiu da 22ª posição e venceu, com Jonatas Borlenghi em segundo lugar.

O campeão desceu do caminhão chorando muito e admitiu que após a cirurgia, em julho, pensou em desistir. "No hospital pensei em parar, mas meu pai me deu uma força e logo depois repensei", contou Cirino.

No pódio, o piloto da Mercedes lembrou do acidente no treino livre de Londrina que o tirou de três etapas da Truck. "Na minha cabeça passou aquele filme do dia do acidente. O que me assustou foi o caminhão pegando fogo. Minha perna estava quebrada e presa, mas eu sabia que ia ficar boa", revelou Cirino.

Com 30 anos e o inédito tricampeonato, Cirino se espelha no veterano Ingo Hoffmann, da Stock Car, que tem 52 anos. "Com o tempo você fica mais consciente do que está fazendo. Estou em uma idade em que não perco a velocidade e tenho experiência. Quero correr até os 50 anos profissionalmente. O tricampeonato inédito só me ajuda. O Ingo trabalhou muito para ter 13 títulos na Stock. A cada título ele foi amadurecendo", afirmou.

Na próxima quinta-feira o campeão volta para Londrina, onde colocará enxerto na tíbia, além de tirar uma placa da fíbula e dois parafusos do calcanhar. "Devo ficar outros cinco dias no hospital e em 60 dias devo estar sem muletas", explicou Cirino. Mas voltar a entrar no caminhão só mesmo na temporada de 2006 da Truck. "Deve ser em Caruaru, na primeira etapa, em março."

Roberval Andrade, o vice-campeão, ficou satisfeito com o resultado. "Foi uma temporada atípica para todos. O Cirino ficou fora três corridas e ainda era líder. Eu acabei perdendo cinco corridas. Hoje, fiz o que podia fazer, e me doei o máximo. Nunca tinha andado neste limite", afirmou o piloto, após a vitória em Brasília.

Na competição de marcas, a Scania foi a campeã, com 164 pontos, seguida da Volkswagen, com 138, e Ford e Mercedes, empatadas com 136 pontos.

Grupos de WhatsApp da Tribuna
Receba Notícias no seu WhatsApp!
Receba as notícias do seu bairro e do seu time pelo WhatsApp.
Participe dos Grupos da Tribuna
Voltar ao topo