O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que a inclusão de dependentes químicos no Programa Emergencial de Auxílio Desemprego, conhecido como Frente de Trabalho, não compete com o “De Braços Abertos”, lançado no início do ano pelo prefeito Fernando Haddad (PT). “Não há nenhuma competição, eles se complementam”, afirmou, durante evento na capital paulista.

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Alckmin disse que teve ao menos três reuniões com Haddad sobre o assunto. “Quero destacar a boa parceria (com a Prefeitura) em todas as áreas e também naquilo que envolve o governo federal”, afirmou. Questionado se as disputas políticas nas próximas eleições não poderiam atrapalhar as parcerias, o governador afirmou que “é preciso separar disputas eleitorais” de programas de governo. “É dever de todos estarmos trabalhando juntos”, disse.

Segundo Alckmin, o governo tem atendido às demandas da Prefeitura. “A Prefeitura pede o policiamento e nós reforçamos. A Prefeitura pediu para ampliarmos o Bom Prato e nós ampliamos”, afirmou. De acordo com o governador, as responsabilidades do Estado e da Prefeitura “se complementam”. “Há um esforço coletivo, quanto mais um ajudar o outro melhor”, reforçou.

Alckmin anunciou nesta terça-feira, 25, a inclusão de dependentes químicos no Programa Emergencial de Auxílio Desemprego, conhecido como Frente de Trabalho. A princípio serão apenas 40 vagas destinadas para dependentes que já estão em tratamento no Programa Recomeço, que também é uma iniciativa estadual criada no ano passado com o objetivo de resgatar os dependentes de drogas, principalmente o crack, oferecendo proteção e acompanhamento multiprofissional ao dependente químico e seus familiares.

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O contrato da Frente de Trabalho destinado aos dependentes terá duração de nove meses e prevê uma remuneração mensal de R$ 395, já incluído vale transporte e vale refeição. O contrato está vinculado ao tratamento. Os dependentes irão trabalhar de segunda à quinta, seis horas por dia, e na sexta terão curso de capacitação profissional.

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Ao menos 13 vagas já estão preenchidas desde segunda-feira, segundo a Secretaria de Estado de Justiça, que é uma das pastas responsáveis pelo programa e abrigará parte dos participantes, que trabalharão como auxiliares de serviços gerais e administrativos.

Esses 13 participantes que já se inscreveram no projeto estão em tratamento no Centro de Referência de Álcool Tabaco e outras Drogas (Cratod). Segundo o governo, após a implantação de plantão judiciário no Cratod, em janeiro de 2013, mais de 3.209 dependentes químicos foram internados. A maioria (2.873 casos) de forma voluntária.