São Paulo – O paradeiro do ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), indiciado por lavagem de dinheiro pela Polícia Federal, ainda é desconhecido. A PF tenta localizar Collor desde o final das eleições do ano passado ao governo de Alagoas, quando obteve 40,17% dos votos válidos, por ter adquirido por US$ 2,2 milhões o dossiê Cayman. “Pedi à PF de Alagoas que o localizasse, mas ninguém dava o paradeiro dele. Tivemos pistas de que ele estaria em São Paulo e contatamos a PF (no Estado). Depois, tivemos pistas de que estaria no Rio, numa ilha deserta que não sabiam qual era”, afirmou o delegado Paulo de Tarso Teixeira, que conduziu as investigações sobre o dossiê Cayman.
De acordo com o delegado, a PF não pode pedir prisão preventiva de Collor porque ele não se encaixa nos requisitos de ameaça e desaparecido. Ele poderia estar viajando. Teixeira disse que um pedido de prisão poderia comprometer a credibilidade das investigações e que o indiciamento de Collor foi o procedimento correto. “Quando vimos que ele não seria localizado, decidimos indiciá-lo indiretamente em janeiro”, afirmou.
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